homeless
Settle down with me, cover me up, cuddle me in. Lie down with me and hold me in your arms.
Já me acostumei com a tua voz, com teu rosto e teu olhar me partiram em dois e procuro agora o que é minha metade. Quando não estás aqui sinto falta de mim mesmo, e sinto falta do meu corpo junto ao teu. Meu coração é tão tosco e tão pobre não sabe ainda os caminhos do mundo. Quando não estás aqui tenho medo de mim mesmo, e sinto falta do teu corpo junto ao meu. Vem depressa pra mim que eu não sei esperar já fizemos promessas demais, e já me acostumei com a tua voz quando estou contigo estou em paz. Quando não estás aqui meu espírito se perde, voa longe.”
Legião urbana. 
Tapa na cara é o que eu ando precisando para ver se acordo de vez mas, tem que ser aquele tapa na cara bem dado sabe que me faça criar vergonha talvez só assim eu pare de sentir esse diabo desse sentimento que carrego desde o dia que te conheci. Tenho que entender de uma vez por todas que não posso continuar amando por dois, sonhando por dois, preciso parar de procurar teus vestígios pela casa, nosso cheiro de sexo que ficava no meu lençol todas as manhas, até nosso cachorro já entendeu que tu não vai mais voltar ele já nem te espera atrás da porta no horário que você chegava. Por favor, alguém me esbofeteie preciso acordar do melhor sonho da minha vida, estou precisando sentir algo além desse sentimento que esta se tornando obsessivo, um bom tapa na cara para me curar desse amor careta e cafona que eu construí para nós. Mereço uma surra por ter sido tão submisso, mereço chicotadas na praça por ter permitido que alguém brincasse com meu coração dessa maneira”
Me bata! Eu quero sentir alguma coisa  
Desculpa se te magoei, decepcionei, não fui bem aquela que você pensava que eu seria. Mas agora nem eu sei quem sou. Na vida a gente faz tantas escolhas, não é verdade? E muitas vezes uma escolha aos olhos do outro é errada. Muitas vezes um caminho aos olhos do outro é tortuoso. Mas eu quero caminhar com minhas próprias pernas, me quebrar se preciso for, me estatelar no chão, me juntar e recomeçar. Sozinha.”
Clarissa Corrêa
Literatura, umas garrafas de cerveja jogadas, idas semanais a um bordel e pedaços de um caderno de poesia. Isso era tudo o que me restava; A vida tão injusta te matou e esqueceu de me levar junto.”
Amsterdã, 1957.